Los Pumitas 7s encerraram os Jogos Olímpicos da Juventude Dakar 2026 com vitória contundente e medalha de bronze. A seleção argentina derrotou o Canadá por 36 a 5 no Stade Iba Mar Diop e transformou a frustração da semifinal em resposta coletiva. Era a terceira medalha nacional naquele momento; depois, outro pódio de Cecilia Dieleke elevou o total argentino a quatro.
A Argentina controlou a disputa do terceiro lugar desde o primeiro tempo. O time de Augusto Gómez Alustiza foi ao intervalo vencendo por 14 a 5 e ampliou sem permitir que o Canadá voltasse. Federico Anderson foi o destaque com três tries. Santiago Martos, Ramón Benedit e Tomás Galetti completaram as tentativas, enquanto Federico Kantz e Benjamín Fossati participaram das conversões.
A margem de 36 a 5 expressa mais que eficiência. A Argentina manteve velocidade para ocupar espaços, pressão depois de cada perda e continuidade no contato, três elementos centrais do sevens. Sofrer apenas cinco pontos numa partida por medalha demonstra capacidade de defender em campo aberto, exigência diferente do rugby de quinze em que cada erro pode virar try rapidamente.
O caminho começou com dois resultados que colocaram o time entre os candidatos. Los Pumitas venceram Uganda por 49 a 0 e Japão por 31 a 5, construindo saldo e confiança. No último jogo do grupo, perderam por 24 a 7 para a França, futura campeã. A derrota não impediu a semifinal, mas ofereceu a primeira medida da precisão necessária contra potências.
A África do Sul venceu a semifinal por 24 a 12. Anderson marcou os dois tries argentinos e Kantz acrescentou uma conversão, porém o rival administrou melhor os momentos decisivos. Ficar fora da final poderia levar o time a uma segunda frustração poucas horas depois. A reação contra o Canadá valeu tanto quanto o placar: o elenco transformou o golpe em energia e evitou duas derrotas seguidas.
A França ficou com o ouro ao bater a África do Sul por 26 a 19, deixando a prata ao adversário. A Argentina completou o pódio e prolongou uma sequência singular: prata em Nanjing 2014, ouro em Buenos Aires 2018 e bronze em Dakar 2026. Três edições consecutivas entre os melhores provam que o resultado vem de uma estrutura capaz de renovar gerações e manter competitividade.
A medalha também funciona como partida. O desafio é acompanhar Anderson, Martos, Benedit, Galetti, Kantz, Fossati e o restante do grupo até competições adultas sem tratar o pódio juvenil como garantia. Dakar deixou uma certeza: mesmo após perder uma semifinal, a equipe soube se reconstruir. Essa reação, junto da velocidade e defesa mostradas contra o Canadá, é o ativo mais valioso da volta.