Lautaro Blanco voltou a se aproximar da Seleção Argentina pelo nível que mantém no Boca. Lionel Scaloni acompanha o lateral-esquerdo como possível novidade para a Data Fifa de 9 a 17 de novembro, a última janela internacional de 2026. O movimento representa uma avaliação em andamento, e não uma convocação confirmada, diferença essencial enquanto a comissão começa a desenhar a etapa posterior à Copa do Mundo.
O defensor chamou atenção por uma produção que combina continuidade e participação ofensiva. Desde sua chegada ao clube da Ribera, disputou 121 partidas, marcou dois gols e deu 19 assistências. Esses números explicam parte de sua influência: profundidade pela esquerda, qualidade nos cruzamentos e envolvimento na criação fizeram com que seu nome ultrapassasse o bom momento coletivo vivido pela equipe.
Blanco já conhece o ambiente da Seleção. Scaloni o convocou em março de 2023 para os amistosos contra Panamá e Curaçao, as primeiras apresentações depois do título mundial no Catar. Na época ele atuava pelo Elche e integrou um grupo ampliado que misturava campeões com jovens observados para o futuro. Aquela participação não virou presença estável, mas serve como antecedente de uma possível segunda oportunidade.
Sua trajetória ajuda a explicar o perfil. Formado no Rosario Central, estreou na primeira equipe em 2020 e transformou a projeção ofensiva em característica reconhecível. Depois passou pelo futebol espanhol até chegar ao Boca em 2024. Em abril de 2026, deu duas assistências na vitória por 3 a 0 sobre o Barcelona do Equador pela Libertadores, atuação que resumiu sua capacidade de criar vantagens partindo da defesa.
O interesse de Scaloni também pertence a uma busca mais ampla. A Argentina precisa aumentar as alternativas nas laterais e avaliar jogadores capazes de sustentar intensidade, amplitude e precisão no campo adversário. Blanco oferece qualidades diferentes de um marcador estritamente defensivo, embora qualquer salto internacional exija equilíbrio sem bola e adaptação a um ritmo superior. O acompanhamento permite comparar essas virtudes e riscos antes da lista.
A janela de novembro terá significado particular porque será a primeira depois da despedida de Lionel Messi e poderá indicar os caminhos da renovação. Ela também chega quando o futuro contratual de Scaloni após 2026 ainda necessita de definição. Por isso, cada nome observado recebe leitura dupla: pode resolver uma necessidade no próximo amistoso e, ao mesmo tempo, antecipar o tipo de seleção que o treinador deseja construir.
Para Blanco, o caminho mais direto continua sendo o desempenho cotidiano no Boca. O retorno à Albiceleste não dependerá de uma especulação isolada, mas da capacidade de preservar regularidade, saúde e peso competitivo até a divulgação dos convocados. Seus 121 jogos e 19 assistências oferecem uma base concreta; a decisão final será de Scaloni. Até lá, o lateral está no radar, e não em uma lista oficial.