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Argentina inicia Data Fifa marcada pela despedida de Lionel Messi

O elenco de Lionel Scaloni iniciou os treinos para os amistosos contra Bolívia, Burkina Faso e Benin. A série termina em 6 de outubro, no Monumental, com a despedida de Messi.

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A seleção argentina iniciou uma Data Fifa que combina renovação, três amistosos em casa e um encerramento de enorme peso simbólico: a despedida de Lionel Messi com a camisa albiceleste. Os convocados por Lionel Scaloni começaram a se reunir depois dos compromissos por seus clubes e, nesta terça-feira, 22 de setembro, o elenco abriu os trabalhos coletivos no CT Lionel Andrés Messi. A primeira atividade foi fechada e inaugurou quase duas semanas contínuas de seleção.

A agenda inicial busca recuperar os jogadores e construir a preparação de forma progressiva. Na quarta haverá outro treino fechado, enquanto o trabalho de quinta começará às 10h30, com os quinze minutos finais abertos à imprensa credenciada. Sexta e sábado voltarão a ter sessões sem acesso, ambas às 10h, e o domingo será livre. A sequência permite que a comissão receba quem chega mais tarde sem alterar o ritmo coletivo ou expor o conteúdo tático.

A semana decisiva começará na segunda-feira, dia 28, com treino às 16h e os primeiros trinta minutos disponíveis aos jornalistas. Na terça, 29, Scaloni dará entrevista coletiva às 14h15 e, a partir das 15h30, comandará a última atividade antes da estreia. A alternância entre sessões fechadas e trechos abertos protege a preparação tática, mas também cria momentos para explicar as decisões de um ciclo que já olha além desses amistosos.

O primeiro teste será na quarta-feira, 30 de setembro, contra a Bolívia no estádio Mario Alberto Kempes, em Córdoba. Depois, a delegação seguirá para Buenos Aires e enfrentará Burkina Faso em 3 de outubro, no Monumental. Dois adversários de características diferentes permitirão distribuir minutos, testar parcerias e observar respostas sem tratar o resultado como secundário. A série integra a reconstrução competitiva após a Copa e abre espaço para jogadores em busca de afirmação.

O último compromisso será contra o Benin em 6 de outubro, novamente no estádio do River, e terá a despedida de Messi como eixo. Por isso, não será uma janela comum: cada treino e partida conduzirá a uma homenagem que reunirá o capitão com o público argentino. O elenco terá de conviver com a emoção sem transformar os jogos anteriores em simples escalas, porque Scaloni também precisa de informações esportivas para a próxima etapa do projeto.

A convocação inclui nomes do futebol local que ampliam a concorrência interna. Leonel Flores, Tomás Palacios e Tobías Andrada aparecem entre as caras novas, enquanto Equi Fernández, Santiago Simón e Valentín Gómez também fazem parte do grupo. A presença deles oferece oportunidade concreta de se aproximar da estrutura principal, treinar ao lado dos líderes e mostrar adaptação às exigências da seleção. Em uma concentração curta, cada sessão pode alterar a ordem de consideração.

A Argentina chega, assim, a uma janela com duas dimensões inseparáveis. No plano imediato, precisa preparar três jogos, integrar atletas e manter a intensidade; no emocional, prepara-se para se despedir do jogador que definiu uma época. A agenda de Scaloni tenta fazer os objetivos conviverem: primeiro construir respostas em Córdoba e contra Burkina Faso, depois oferecer a Messi uma última noite pela seleção no Monumental sem interromper a renovação já em andamento.

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