A influência argentina voltou ao centro da Copa do Mundo de 2026, desta vez por meio de uma voz inesperada. O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, citou Lionel Scaloni e Gustavo Alfaro como referências para explicar como entende a liderança de uma seleção em uma fase decisiva.
Na entrevista coletiva anterior às quartas de final entre Espanha e Bélgica, o treinador espanhol destacou as ideias de futebol e a dimensão humana de Scaloni. Em vez de se deter em sistemas ou movimentos táticos, ressaltou a forma como o argentino construiu um grupo competitivo em torno de um objetivo comum.
De la Fuente também recuperou uma reflexão de Alfaro sobre a liderança baseada em valores. Para o comandante espanhol, essa maneira de conduzir tem uma força especial porque organiza a equipe a partir da convivência, da responsabilidade e da capacidade de reunir jogadores que contribuam dentro e fora de campo.
A comparação não foi casual. Scaloni chegou ao torneio como atual campeão mundial e bicampeão da Copa América, enquanto Alfaro levou o Paraguai às oitavas de final depois de eliminar a Alemanha e cair por 1 a 0 diante da França. Dois caminhos diferentes que, na visão de De la Fuente, compartilham a mesma prioridade: gerir pessoas antes de impor respostas táticas isoladas.
O técnico da Espanha estendeu o reconhecimento a Lionel Messi, apontado como exemplo para os mais jovens por seu compromisso e por sua vontade permanente de competir. Também respaldou Lamine Yamal, destacando sua disposição para cumprir funções defensivas e continuar evoluindo durante a competição.
Em uma Copa do Mundo marcada pela pressão e pela exigência imediata, as palavras de De la Fuente colocaram os treinadores argentinos entre as referências internacionais de liderança. O reconhecimento foi além dos resultados e destacou uma escola de gestão na qual o grupo, os valores e o sentimento de pertencimento se tornam partes centrais do desempenho.