A Argentina voltou a ficar em minoria diante da Europa na fase decisiva de uma Copa do Mundo. Espanha, França e Inglaterra ocupam três das quatro vagas nas semifinais, enquanto a equipe de Lionel Scaloni é a única seleção não europeia ainda na disputa pelo título.
O cenário lembra o Catar 2022. Naquela edição, a Argentina também avançou cercada por potências da Uefa e acabou interrompendo uma sequência de quatro campeões europeus consecutivos, iniciada na Alemanha 2006 e mantida até a Rússia 2018.
O domínio europeu ficou mais visível à medida que o torneio avançou. Seis seleções da Uefa chegaram às quartas de final e três delas alcançaram as semifinais. A Argentina preservou a única exceção ao eliminar a Suíça e manter viva a possibilidade do bicampeonato.
A semifinal contra a Inglaterra, por isso, tem uma dimensão que vai além da história própria entre as duas seleções. Se os ingleses avançarem, a Copa voltará a ter uma final totalmente europeia; se a Argentina vencer, o atual campeão interromperá novamente esse domínio continental.
A equipe de Scaloni ainda está longe de sua melhor versão, mas sua força competitiva já foi decisiva em partidas equilibradas. Lionel Messi permanece no centro de uma campanha que desafia o tempo e agora enfrenta adversários liderados por nomes como Harry Kane, Kylian Mbappé e Lamine Yamal.
A Argentina nunca perdeu uma semifinal de Copa do Mundo e tentará ampliar essa marca para ficar a uma partida de repetir o título. A Europa concentra a maioria, mas a Albiceleste volta a se apresentar como a seleção capaz de mudar um desfecho que parecia reservado ao continente dominante.